“Poderíamos casar, teríamos um apartamento, tomaríamos café às cinco da tarde, discordaríamos quanto a cor das cortinas, não arrumaríamos a cama diariamente, a geladeira seria repleta de congelados e coca-cola, o armário, de porcarias, adiaríamos o despertador umas trinta vezes, sentaríamos na sala de pijama e pantufas, sairíamos pra jantar em dia de chuva e chegaríamos encharcados, nos beijaríamos no meio de alguma frase, você pegaria no sono com a mão no meu cabelo e eu, escutando sua respiração. Eu riria sem motivo e você perguntaria porque, eu não responderia, saberíamos.
“Quando a gente ama a gente fica meio bobo é normal eu sei.
“Se tivesse acreditado na minha brincadeira de dizer verdades teria ouvido verdades que teimo em dizer brincando, falei muitas vezes como um palhaço mas jamais duvidei da sinceridade da platéia que sorria.
“Mas acontece que nada é capaz de tirar você de mim. E menos ainda me tirar de você. Nem mesmo o tempo. Seremos um do outro, teremos um ao outro, não importando em qual circunstâncias nos encontramos… Seremos sempre assim: infinitos.
“Talvez seja você. A vida vai dizer. De qualquer forma: obrigada por me fazer dormir sorrindo.
“Eu gosto de olhos que sorriem, de gestos que se desculpam, de toques que sabem conversar e de silêncios que se declaram.